quarta-feira, 5 de junho de 2013

A hierarquia biológica - ENEM 2013

Os níveis de estudo da vida

  Ao estudarmos a maneira como a vida se organiza, verificamos que a analise pode ser feita tanto a nível macroscópico (do grego: macro = grande), como também a nível microscópico (micro = diminuto). Quando observamos a fotografia de uma floresta, podemos assumir que naquele local, certamente, habitam diversos animais de grande porte como mamíferos, répteis e aves. Se formos analisar apenas um indivíduo, poderíamos afirmar que naquele organismo há diversos sistemas (nervoso, esquelético, respiratório, excretor, digestório,...) que se interagem para manter as condições vitais estabelecidas. Cada sistema é constituído por um ou mais órgãos, que por sua vez são formados por um ou mais tecidos, cujos constituintes básicos são as diversas células que os compõe.
Assim, podemos verificar que existem certos níveis de hierarquia para o estudo da vida. Iremos analisar todos eles iniciando pelo nível mais simples até chegar ao nível mais complexo.

Os níveis hierárquicos da vida: do mais simples, para o mais complexo.


Hierarquia a nível microscópico: átomos à moléculas à organelas à células.

Toda matéria é composta por elementos invisíveis denominados átomos. Tanto os seres vivos como os elementos não vivos são formados por átomos. Os átomos podem se combinar de diversas formas formando agregados atômicos denominados moléculas. Moléculas se combinam e formam estruturas ainda mais complexas chamadas organelas. As organelas são estruturas celulares especializadas na execução de diversas funções, como por exemplo: produção de energia (mitocôndrias); fotossíntese (cloroplastos) e digestão intracelular (lisossomos). O conjunto de organelas forma uma célula. A célula corresponde à unidade fundamental de qualquer ser vivo. Com exceção dos vírus, todos os seres são constituídos por uma ou mais células.

Hierarquia a nível macroscópico: Tecidos à Órgãos à Sistemas à Organismos à Populações à Comunidades à Ecossistemas à Biosfera.

          As células que possuem a mesma origem no embrião (fase inicial do desenvolvimento de alguns seres vivos pluricelulares) se agrupam para formar um conjunto celular especializado na execução de determinada função, denominado tecido. No organismo humano, temos quatro tipos de tecidos diferentes: nervoso, epitelial, conjuntivo e muscular. Vários tecidos diferentes podem se reunir para formar um órgão. Cada órgão possui funções características no organismo. O conjunto de órgãos relacionados com uma determinada função forma um sistema. São exemplos de sistemas: excretor (eliminação de resíduos metabólicos), digestório (transformação do alimento em pequenas moléculas absortivas) e imunológico (defesa do corpo). O conjunto de sistemas constitui um organismo.
                O conjunto de organismos de uma mesma espécie que ocupa uma determinada área num certo período de tempo é denominado população. As populações formadas por diferentes espécies que habitam uma determinada área constituem uma comunidade. As interações existentes entre os componentes vivos de uma comunidade (Populações) e os componentes não vivos (fatores físicos e químicos), nós chamamos ecossistema. E ao conjunto de ecossistemas do planeta Terra denominamos biosfera. A biosfera consiste, portanto, nas partes do planeta Terra onde existe vida. Até onde conhecemos, é o nível mais elevado na hierarquia da vida, abrangendo todos os demais níveis em seu interior.


A organização hierárquica da diversidade biológica
               
             Calcula-se que possa existir no planeta Terra, cerca de trinta milhões de espécies diferentes. Porém, apenas cerca de dois milhões de espécies já foram descritas e catalogadas. Ainda sim, é um número relativamente grande e todas as espécies descobertas são agrupadas conforme alguns critérios. Na biologia, acredita-se que todas as espécies que habitam ou já habitaram o planeta teriam surgido a partir de um ancestral unicelular primitivo que habitava os oceanos a cerca de 3,5 bilhões de anos atrás. Seria esse então, o ancestral comum de todos os seres viventes e não viventes. Na tentativa de organizar, para fins de estudo, esta imensa diversidade, os biólogos agrupam as espécies de acordo com suas relações evolutivas, tomando como fator principal de análise, a ancestralidade comum. Para identificar a ancestralidade, os cientistas analisam, dentre outros componentes, o compartilhamento de estruturas (dedos, pêlos, esqueleto,...), fósseis (para análise dos organismos ancestrais), e mais recentemente, a comparação da informação genética (genoma). Quanto maior for a semelhança genética entre duas espécies diferentes, mais próximo, evolutivamente, estará o ancestral comum de ambas.
                A classificação mais atual agrupa os seres vivos em três grandes domínios: Archaea, Bacteria e Eukaria. Os dois primeiros apresentam organismos unicelulares sem núcleo nas células, sendo, portanto, denominados procariotos  (pro = primitivo, Karion = núcleo). A diferença entre os dois grupos se dá nos tipos de reações químicas apresentadas no metabolismo. Já o último domínio reúne todos os organismos que apresentam núcleo verdadeiro em suas células. (Eu = verdadeiro, Karion = núcleo). No estudo da classificação dos seres vivos, os organismos também podem ser divididos em grupamentos amplos denominados “reinos”. Atualmente, há uma divergência entre os biólogos sobre a quantidade de reinos existentes. A maioria dos livros didáticos de biologia adotam o modelo de 5 reinos (Monera; Protista; Fungi; Animalia e Plantae), no entanto, há livros que já trazem uma classificação mais moderna contendo seis reinos   biológicos (Nesse caso o reino Monera é dividido em dois reinos: Bacteria e Archaea), conforme vocês podem verificar na figura abaixo.
                


Texto elaborado pelo Prof. Paulo Roberto, todos os direitos reservados.
Biologiadiversa 2013 

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